segunda-feira, 7 de novembro de 2011

AVENTURAS DE UM INTERCÂMBIO CAPÍTULOS 01, 02 E 03


 AVENTURA 01 - A DESPEDIDA E O VÔO – LONDRES AÍ VOU EU - CAPÍTULO 01

Saímos de Brasília as 18hs . Antes disso me despedí de pouquíssimas pessoas: minha mãe, cunhado e minha irmã caçula. Ainda no vôo lembrei que havia me esquecido do principal casaco de frio ...que legal ....mas eu quero é novidade.....eu não me lembro de alguma vez na vida eu ter lembrado de algo...mas tudo bem....Fomos direto pra Guarulhos. O Wagner, meu amigo da época da faculdade e companheiro de viagem, tentava disfarçar o nervosismo. Era seu primeiro vôo. Ele disfarça bem....quase que conseguiu me enganar , não fosse a cara pálida e o olho fechado na hora da decolagem. Tudo correu bem e na chegada até Guarulhos fomos correndo  fazer o chekin na AIR FRANCE e tivemos tempo suficiente apenas para correr pra fila do embarque. Tudo muito em cima da hora....desde o início eu tava preocupadíssima com esse tempo entre um vôo e outro, mas finalmente embarcamos no vôo AF2280 da Air France. O Boing era gigante , com dois corredores, com 03 cadeiras do lado direito, 04 no centro e 03 do lado esquerdo. Cada cadeira tinha um televisor com controle remoto, almofada, coberta, travesseiro e um Kit com fone de ouvido, protetor auricular e venda para os olhos. As primeiras filas, que eram de primeira classe eram espaçosas com cadeiras cheias de controle  blá blá blá....resumindo...chiquerésimo. Ficamos quase na última fileira e demoramos pra chegar até lá porque ô negócio grande!! Antes da decolagem o Wagner me perguntou: Como é que esse troço desse tamanho vai decolar? O Treco decolou e o Wagner  encontrou uma medrosa igual a ele do lado e os dois pegaram na mão um do outro e subimos em paz hihihihi. Havia apenas 02 tripulantes que falavam português. O co-piloto e um comissário de bordo. O restante todos falavam em francês e inglês. As informações que passavam pra gente através do microfone em português eram quase inaudíveis com aquele sotaque carregadíssimo de francês que aprendeu a falar somente aquelas frases em português. Umas duas horas mais tarde, começaram a servir o jantar. Eu não lembro de comer um troço tão ruim em toda minha vida. Tinha uma salada que era pepino ( argh), manga e camarão ( daquele que parecia crú) , que não era vermelhinho daquele que eu gosto de comer no Brasil ( Blée), um suco com apenas um sachê de açúcar ( horroroso), um pacote com macarrão, carne e cenoura ( tudo gelado..que saudades do meu arroz, feijão e farofa de ovo) e mais uns negócios muito ruins. Mesmo estando com muita fome, eu não conseguí comer tudo, não dava. Começamos a assistir um filminho, depois batemos papo com a medrosa que estava ao lado do Wagner, depois cochilamos um pouquinho. Passamos por algumas turbulenciazinhas , tudo dentro da normalidade....até que o bichão começou a chacoalhar muito. As malas que estavam nos compartimentos acima começaram a fazer um barulho horroroso. O Wagner me olhou com aquela cara de espanto e do nada o avião despencou subitamente uns 30 metros pra baixo e tivemos uma sensação de estarmos dentro de um elevador que caiu do décimo para o primeiro andar. Como estávamos na fileira central, Eu, Wagner e as duas senhoras que estavam ao lado demos as mãos um pro outro. O Wagner fechou o olho de novo , a mulher ao lado fazia careta, a outra japonesa ao lado se abaixou e eu como sempre , caí na risada mesmo não achando graça de nada ....sei lá porque tenho crise de riso quando fico nervosa. Mesmo acostumadíssima a andar de avião, nunca tinha visto turbulência daquele tipo...o desespero bateu mesmo foi quando em meio a essa situação dramática o piloto que não era o Brasileiro, começou a falar rapidamente em francês ( jupeliHurjrrulinegliahgnteli), acendeu as luzes, os tripulantes começaram a andar pra lá e pra cá e a gente boiando.....hihihih...também neh...uma viagem de 12 horas convenhamos, não poderia ser tranquilidade total. Uns dois minutos depois tudo se normalizou e o vôo foi normal até Paris. Chegando ao aeroporto de Paris, observamos como era grande...muito maior que o de Guarulhos, tudo lindo....carpete na maior parte dos lugares e a arquitetura nem se fala...tudo muito bonito....ai ai....assim que entramos, fiquei meio aflita.....eram tantos corredores pra direita, esquerda....pra mim que tenho senso de orientação zero, foi meio desesperador....eu pensei: me lasquei!! Parecia mais um labirinto aquilo...cheio de siglas (s243,s547)....uma loucura...labirintos e labirintos. As portas e catracas se abriam automaticamente a nossa frente....hihihihi...a gente olhava aquilo e falava um pro outro: Foi mal ai hehhehe....eu, como sempre me estressei com o labirinto porque tínhamos apenas 20 minutos pra encontrar o embarque, passar pelo raio X , ou seja , nem pensar em nos perder no labirinto. Finalmente encontramos e passamos por umas 4 portas antes de embarcar e em cada uma tinha detector de metais, blá blá blá...tive que tirar até minha bota.....ai ai..que estresse viu....embarcamos no terceiro vôo da Air France rumo a Londres...cansados e enjoados de tanto voar. Ainda no aeroporto de Paris, olhei pro Wagner e falei: Nossa, nunca vi uma quantidade tão grande de velhinhos num único lugar....Caraca....parece que Paris tem um jovem para cada 10 velhos....muita gente idosa...muita mesmo. Ele concordou. Pensei: Nada contra velhinhos, mas espero que Londres não seja assim rsrrs. O vôo para Londres foi tranquilo , apesar do avião ser velho e barulhento. Me lembrou muito as viagens que fiz pela Web Jet.....na hora do pouso, o treco parecia que ia desmontar...mas foi razoavelmente tranquilo e rapidinho chegamos. (LEIA PRÓXIMO POST – CHEGADA A LONDRES)
Cadeira do Boing da Air France pra quem queria saber

Eu no avião da Air France antes da maldita turbulência 
Eu no aeroporto de Paris. Cara de Feliz, mas tava estressada demais hehhe

AVENTURA 02 – CHEGADA A LONDRES – HORA DE PRATICAR O INGLÊS CAPÍTULO 02

Desde que planejei  essa viagem em abril, eu já imaginava que teria algumas histórias pra contar, mesmo porque aprendí  um pouco de inglês, sozinha , em casa. Lia, escrevia e falava, mas nunca interagí com alguém da mesma língua. Por conta disso, meu listening é quase zero. Eu ouço dez palavras que eu sei escrever, ler e falar, mas quando ouço é a mesma coisa de ouvir em grego. Não entendo absolutamente nada. Eu já sabia que teria problemas com isso assim que chegasse a Londres.
Ainda no vôo do avião barulhento da Air France, os comissários nos entregaram um formulário da imigração para preenchermos em inglês. É lógico que não entendemos tudo o que pedia o formulário e falei pro  Wagner pedir ajuda pra um rapaz que estava ao lado dele. Como já era de se esperar, ele ficou cm vergonha e disse que não ia pedir.....lá vai eu: Can you hep me please? Ele gentilmente nos ajudou com algumas coisas e outras não entendemos hihihih....no final das contas , ele descobriu que éramos brasileiros e falou em espanhol...aí sim...conseguimos entender o resto pra terminarmos . Fomos direto para a fila da imigração.....o negócio tava tenso.....pensei: Ele vai me perguntar um monte de coisas e eu não vou dar conta do recado porque não vou entender patavinas. Eu fui na frente do Wagner e quem me atendeu foi um louro bonito e sizudo, pouco simpático   e me olhava nos olhos...ai que medo!! Ele falava dez palavras e eu entendia apenas uma ou duas e dessa forma eu conseguí enrolar o bonitão. Eu não sabia absolutamente nada do que ele me perguntava, mas eu imaginava pelas duas palavras que eu entendia. Eu formulava uma frase vagarosamente e conseguia contar pra ele o que eu queria em Londres. Quando falei que ia estudar em uma escola de idiomas, logo ele me pediu as cartas de recomendação da escola e da família onde ficaríamos hospedados....ele falou uma frase enorme, mas a única coisa que eu entendí foi “Letter” e logo pensei: opa, ele quer as cartas. Sem nem pensar puxei as cartas e mostrei. Depois disso, ele perguntou quanto tempo eu iria ficar e eu entendí no meio da bagaça “Time” e já matei a charada: opa , ele quer saber quanto tempo vou ficar. Falei que iria ficar um mês e ele me pediu a reserva das passagens.  Sem me pedir, ele pegou da minha mão vários papéis que eu estava segurando e foi olhando de um por um. Ele olhou uma declaração do meu trabalho e me perguntou de novo algo sobre e eu entendí apenas a palavra “Work” e logo respondí: Sim, é meu trabalho. No meio desse bate-papo ( hehhe) , O Wagner foi chamado no outro guichê e o cara lá perguntou pra ele com quem ele estava. Ele falou que estava comigo e foi despachado pro mesmo guichê que eu estava sendo atendida pelo lourão. O bonitão logo perguntou se o Wagner era meu namorado e eu disse que era apenas meu amigo. Menos mal neh....vai que ele pensa que sou mãe do Wagner hihihi. Nesse rolo todo ele fez as mesmas perguntas pro Wagner e ficou meio cismado quando o Wagner falou que não tinha emprego. Ele fez uma cara.......de ....sei lá.....ai pensei: Lascou!! No fim das contas ele carimbou o meu passaporte e o do Wagner e pediu pra gente entrar. Uffa.....deu vontade de gritar....que alívio...fiquei com muito medo do Wagner ser deportado porque ele nunca sequer trabalhou...é daquele time que tem como lema: Trabalhar pra que?Sustentado pelos pais até hoje com 22 anos de idade. Qualquer um ficaria desconfiado neh!! Mas que bom que deu certo e fomos pegar nossas malas.




AVENTURA 03 – DESAFIO DE CHEGAR ATÉ O ENDEREÇO FALANDO EM INGLÊS - CAP 03

Saimos do aeroporto e foi aí que sentimos a temperatura local. Devia estar uns 9ºC. Quando saí de Brasília tava com uns 30 graus com um sol escaldante. Nesse momento sentí falta do meu casaco que havia esquecido no meu carro....que droga.....fazer o que neh!! Mas eu já estava vestida numa malha térmica que havia comprado numa loja em BSB. Foi o que  literalmente salvou minha pele. Logo na porta ,tinha um Senhor negro com um uniforme do aeroporto e resolvemos pedir informações a ele de como chegar ao nosso destino. Ele falou, gesticulou, falou, falou e não entendemos nada. Tinha um sotaque e um inglês muito cabuloso. Fingimos que entendemos tudo e fomos pedir informações pra dois rapazes que passavam. Eles falavam um inglês razoável, mas muito rápido e não deu certo também. Nisso eu estava muito estressada. Ainda bem que o Wagner é calmo  porque eu não consigo pensar muito bem quando fico agitada. Ele é bem tranquilo nesse sentido. Depois perguntamos a uma senhora e ela falava bem devagar, repetia e tinha paciência e foi aí que conseguimos pegar um ônibus para nos deixar na estação do metrô. Enquanto o busão seguia, eu ia olhando a cidade. Aqui os carros andam do lado contrário e os motoristas também. Já tinha visto isso em filme, mas não tinha me ligado que aqui seria do mesmo jeito. Apontei pra um carro e falei: Wagner, cadê o motorista desse carro? Ele falou: ô sua tonta, não ta vendo que é do outro lado? Só aí me liguei nesse detalhe. A entrada nas rotatórias é pelo lado esquerdo e eu achando que o motorista tava na contramão hihihih. Tudo extremamente bem sinalizado, uma cidade limpa, organizadíssima...meio apertada...pra Brasiliense acostumado com pistas largas, eu achei aqui as pistas estreitíssimas, mas organizado...muito organizado. Os ciclistas são respeitados e compartilham a via com os ônibus ( aliás, a bicicleta é um veículo muito usado pelos londrinos). Chegamos na estação Victória depois de pegar um segundo metrô. Vc acha caro uma passagem de metrô aí em Brasília¿ Então pasmem!! No metrô daqui a passagem custa R$ 12,00. Você acha o ônibus de Brasília o transporte mais caro do Brasil? Aqui a passagem de ônibus custa R$ 6,77 hehehe. Pois bem..já to mudando de assunto...deixa esse pra outro post neh. Na estação victória, descobrimos que estávamos perdidos e que estávamos muito longe da casa onde íamos ficar. Eu já estava exausta , com meus pés doloridos e muiiiiiiiito estressada. Falei pro Wagner: Esquece ônibus e vamos pegar um taxi. Ele falou: Você quer pagar um taxi aqui? Um moço nos informou que iríamos pagar por volta de 200 reais na corrida, mas eu nem quis saber. Eu só não queria era bater perna mais e nem falar inglês naquele dia. Pra nossa surpresa, o taxista nos despachou na mesma hora e falou que era muito longe e que não ia levar a gente. Eu pensei: Isso só acontece aqui.No Brasil os taxistas ficam felizes com uma corrida pra longe ....vai entender....pensei assim: Vamos dormir na rua porque eu não volto praquele metrô nem pagando.  Chegamos a Londres 14horas e 16 horas já havia escurecido. Naquele momento eram 17 horas e já estava totalmente escuro( detalhe: estamos no inverno e aqui anoitece as 16horas da tarde nessa época do ano) e eu com muiiiiiiiiiiiiiiiiito frio e exausta. Voltamos pra trás e fui pedir uma informação pra uma moça que passava. Ela nem me olhou achando que eu ia pedir algo...sei lá ( juro que eu estava bem vestida, não estava parecida com mendiga não )....ai ela foi andando e eu perguntando pra ela. Aí quando viu que era apenas uma informação que eu queria, ela ficou mais simpática e nos informou. Não entendí nada ( novidade) .Tinha uma outra moça alí perto e ao lado dela tinha escrito “ informacion”. Pensei: vai ser ela que vai nos salvar. E foi mesmo. Logo ela percebeu que éramos brasileiros e falou conosco em espanhol assim como aconteceu no avião hehehe. Pegamos o ônibus que ela nos indicou e fomos embora. Descemos certinho na parada que ela falou e daí pra frente, mais informações. Ninguém sabia onde era aquele endereço. Perguntamos pra umas 5 pessoas. Encontramos uma família na rua e um deles tinha um iPhone ( santo iPhone) e olhou no mapa onde ficava o endereço pra gente. Falavam em espanhol também...uffa.....e dessa forma....com o espanhol e não com o inglês conseguimos chegar ao nosso destino. Espanhol X Inglês – placar - 1X0 hihihi. Assim que chegamos ao endereço, também se aproximava outro estudante. Logo nos apresentamos. O nome do rapaz é Nicola e é Italiano, ja estava no final do curso e  foi embora no dia seguinte. Foi ele quem chamou a Marguerita e nos apresentou a ela. Em outro post vou falar sobre essa senhora simpática que nos hospedou. Eu nem acreditava que havia chegado....eu parecia uma náufraga que acabava de chegar à praia. Ufa!! No próximo post vou falar sobre nossa chegada e sobre o nosso segundo dia dessa aventura em London City hihihi.....seguem algumas fotitas ..vou postando aos poucos, ok¿ Muita calma nessa hora. Apesar de estar há 3 dias aqui e ter mais fotos que vou colocar aqui, vou fazer isso acompanhando o post pra vocês associarem. Pra quem fica, Beijos.

Eu e Wagner no dia seguinte en frente a casa da Marguerita saindo para um passeio na cidade. Conto amanha o próximo capítulo. Bjs

5 comentários:

  1. Parabéns pelos posts Sula, estarei lendo todos os dias.
    Comente cada detalhe.
    Não esqueça das fotos.

    Bjs

    ResponderExcluir
  2. Nossa, realmente o "Lourão" burocratizou mesmo né!

    ResponderExcluir
  3. Parabéns Sula... to gostando de acompanhar a sua viagem!!"! kkk Bjs!!!

    ResponderExcluir
  4. Amor, gostei da primeira foto hein! Paquita. ;)
    Te Amo

    ResponderExcluir
  5. hehehe parabéns sula . clarooo que eu não ia perder de acompanhar esse blog e ver suas fotos da Arquitetura de Londres e de Paris . sucesso pra vc é pouco te desejo tudo do melhor . Deus te guie sempreee. saudaçoes a Marguerita kkkkkkkkkkkk . perfeito tudo isso .

    ResponderExcluir