terça-feira, 8 de novembro de 2011

AVENTURAS DE UM INTERCAMBIO - CAPÍTULOS 04 E 05

AVENTURAS DE UM INTERCAMBIO  - CAPÍTULO 04 E 05




Ficamos aguardando a Marguerita nos receber. Ela chegou sorridente e gentilmente pediu que tirássemos os sapatos na entrada e deixássemos no corredor. É uma senhora negra que aparenta ter uns 65 anos de idade. Mora há 58 anos aqui em Londres , é aposentada e mora sozinha. Tem dois filhos que são casados, mas moram cada um em sua casa. Dona de uma simpatia inigualável e um sorriso eterno nos lábios. Ela subiu com a gente até o piso superior da casa e tratou de dar todas as coordenadas das regras da casa , falava pausadamente e tinha uma paciência incrível conosco. Entendemos metade de tudo e foi tranquilo. Tratamos de tomar logo um banho pra tirar a casca grossa que tinha no corpo....aff....mais de 24 hs sem tomar banho, correndo, batendo cabeça, suando...tava tudo vencido.  O Turco e o Nicola estavam em um quarto e eu e Wagner ficamos no outro. Quando eu voltei do banho o engraçadinho do Wagner já tinha se apossado da cama de casal, enquanto eu fiquei chupando dedo com a cama de solteiro. Fazer o que neh!!.....é o jeito. Ainda bem que o ronco dele é bem baixinho....quase não dá pra ouvir. No dia seguinte já revitalizados , descemos pra tomar café e a Marguerita já nos mostrou como preparar nosso café. Depois disso,  pegamos a máquina fotográfica e saímos pra caminhar  e conhecer um pouco mais da cidade. No bairro que ficamos, por onde eu passava, tirava foto. Tudo era novidade. As casas são parecidíssimas e o desenho e sua forma praticamente o mesmo. Quase ninguém na rua. Crianças então, nem pensar. Estava muito frio. É quase impossível sair sem cachecol, luvas e touca naquele horário. Acho que devia estar nos 8 graus, mas a sensação térmica era de muito menos por conta do vento forte. Eu inventei de sair sem luva e sem touca. Andei 10 metros e na mesma hora resolvemos voltar pra trás. Dentro da casa tem aquecedor e não sentíamos frio, por isso achamos que lá fora estava uma temperatura ao menos parecida....doce ilusão!! Pegamos o kit frio e saímos tirando foto de quase tudo que víamos. Pra quem é acostumado com o Brasil, acha tudo completamente diferente e é lógico, eu fiquei encantada . Entramos num mercado logo adiante pra termos uma noção de preços das coisas. Tudo o olho da minha cara. Muito caro. Chega a ser sem noção. Sabe quando falei do preço da passagem de ônibus e metrô pra vocês no post anterior¿ Pois é....tudo naquele naipe. Logo pensei: Vamos falir em duas semanas....realmente era de se preocupar. Chegamos na avenida principal e tratei de tirar fotos dos famosíssimos ônibus de 2 andares tão comuns aqui em Londres. Eles são gigantes e andam bem apertadinhos nas vias de mão dupla. É bem confuso o trânsito dessa cidade...quer dizer.....confuso pra mim que tinha que olhar pra direita ao invés da esquerda na hora de atravessar a pista. Nessa brincadeira, entramos em algumas vias distraidamente olhando pro lado errado, um perigo. Nossa, como foi difícil acostumar com isso. Com os motoristas dirigindo do lado contrário eu já havia me acostumado, mas olhar pro lado contrário da pista ....tá difícil. Continuamos a fotografar a cidade e encontramos uma loja muito parecida com uma C&A da vida. Por incrível que  pareça, as roupas e sapatos por lá se equiparavam aos preços do Brasil e algumas coisas achei mais barato, por exemplo, uma jaqueta que apaixonei e aí no Brasil ela não sairia por menos de 150 reais. Aqui, ela custava 90 reais...por muito pouco não comprei, não fosse o Wagner do lado falando pra eu não gastar. Pensei: Ele tem razão. Pra quem está prestes a falir em duas semanas, não pode fazer graça. Entramos em várias lojas e percebemos que tinha muita coisa barata. Yeap!! Bingo!! Na volta pra casa, eu ainda cheguei a comprar uma bolsa muito linda pra levar pra EF School. Não foi barata, mas tb não foi o olho da minha cara. Ficou uns 50 reais. Foi a única coisa que tive coragem de comprar. Almoçamos no Mc Donald’s porque não achamos um lugar com arroz, feijão, carne e farofa pra comermos ( ô saudade do meu arroz e feijão). Quando voltamos pra casa, já estava escurecendo de novo..muito curto  o dia por aqui nessa época do ano. Quando vc pensa que mal amanheceu, já anoiteceu. Aproveitei pra saber o preço de uma mensalidade numa academia perto e ficou na casa dos 170 reais....aff.....acho que vou ter que correr na rua mesmo hihihi....e a academia nem era lá essa coca-cola toda não. Depois de bater perna o dia todo e tirar algumas fotos, voltamos pra casa e a Marguerita já nos aguardava pro jantar. O Turco que ate hoje não sei falar o nome ( é algo parecido com Senhê), disse que nos ajudaria a chegar até a escola do dia seguinte, pois a aula dele seria no mesmo horário que nos apresentaríamos à  EF School. Assim ficou combinado.


Transito do lado contrario. So tinha visto isso em filme.















AVENTURAS DE UM INTERCÂMBIO–SEGUNDA–PRIMEIRO DIA NA ESCOLA - CAPÍTULO 05

O Turco foi conosco mostrando o caminho certinho e os ônibus que teríamos que pegar. Eu disse: Wagner, decora aí, porque se eu virar 3 esquinas, eu vou parar na China, menos em casa. O ônibus de 2 andares chegou e embarcamos. Pronto. Matei minha curiosidade de subir lá no segundo andar. Nisso fui tirando minhas impressões sobre o trânsito da cidade e tirando fotos..muitas fotos. Apesar de ser uma grande metrópole, Não ví em nenhum momento engarrafamentos gigantescos. Deve ser porque aqui o transporte público funciona de verdade. Você não chega a esperar nem 10 minutos em uma parada de ônibus. O povo usa muito a bicicleta como meio de transporte pro trabalho. As pistas ficam lotadas delas em horário de pico e existem inúmeros lugares com estacionamento destinado a bicicletas. Outra curiosidade, foi  que ví um monte daquelas caríssimas lá ...sei lá...rsrrs....brasileiro que é acostumado à violência, já pensa: Povo doido. Como tem coragem de deixar uma bicicleta cara assim ao ar livre¿ Mas isso é super normal aqui. Descemos uns 20 minutos depois e o turco sempre mostrando o caminho pra gente. Ele tem um sotaque muito engraçado e fala um inglês pior do que o meu e o do Wagner juntos. Mas a gente dava um jeito de se entender. Quando a gente não entendia, fingia que entendia pra não ficar muito feio. Chegamos à rua da escola, que fica no centro de Londres, ao lado do London Ye. Entramos e o Turco nos levou até a recepção e se despediu da gente. Uma moça lourona bem bonitona nos recebeu e nos levou até a sala. Agora sim. Eu estava no meio de um monte de gente diferente: Italianos, japonêses, árabes, Brasileiros, franceses, chineses, blá blá blá. Um professor metido a engraçadinho entrou na sala e falou um monte de coisas pra gente mostrando algumas imagens de Londres num retroprojetor. Bom, alguns alunos sorriam, outros nem tanto e outros como eu ficava com cara de Dawn sem entender patavinas. Ele falava rápido e tinha um senso de humor aguçado....fazia um monte de piadas e eu não conseguia rir de nada....ai ai....entrou uma outra senhora, que era diretora de não sei o que lá. Falava pausadamente e dava pra entender umas 5 palavras em cada 50. Em outro momento entrou um rapaz que tinha traços de latino e sotaque de latino. Pensei: Oxe!! Latino numa escola de inglês britânico¿ Vai entender.  Enquanto isso, descobrí um povo barulhento na turma conversando e vi que eram brasileiros misturados com italianos. Não poderia dar em outra neh. Foi aí que conhecí a Ana Paula de São Paulo, o marido dela, Um Italiano chamado Simone hihihihi, a Mariane de São Paulo e a irmã do Italiano que se chamava Rebeca. Todo mundo gente fina demais. A Mariane virou nossa amiga e foi ótimo porque ela tinha um inglês intermediário e isso nos ajudava. Entrou uma outra moça na sala e disse que teríamos um passeio de barco depois do almoço e ela nos levaria até lá. Foi nesse passeio que conhecemos a London Ye e o Big Ben, cartão postal de Londres. ( PRÓXIMO POST – AVENTURAS DE UM INTERCÂMBIO 5 – CONTINUAÇÃO - FOTOS BIG BEN, LONDON YE, ETC)


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