CAPÍTULO 14 – A FUGA
| Eu, em frente ao Museu do Louvre |
Em outro post, eu prometí a todos que iria falar sobre a minha opção em ter escolhido casa de família pra ficar hospedada em Londres. Na verdade, nem foi bem isso. Foi mais por uma questão financeira que por opção. A residência estudantil ficaria bem mais caro e eu resolví ficar com a mais barata. Pra começar, acho que uma família que recebe estudantes em suas casas no mínimo devia dar estrutura suficiente e isso definitivamente não existia por lá. O único banheiro existente na casa era compartilhado com todos e esse foi um dos principais geradores de boa parte dos problemas entre outros em casa de família. Assim que chegamos , a Marguerita nos ensinou como usar o banheiro, limpar depois do banho, apagar as luzes, etc e tals. Era assim: Tínhamos que ligar o chuveiro numa cordinha que ficava dependurada no teto e era ela quem ativava a saída de agua do chuveiro. Ao terminar, tínhamos que puxar novamente a cordinha, senão ela ficava lá com uma luz vermelha acesa. Depois do banho tínhamos que lavar o banheiro com um produto que ela nos mostrou lá. Depois do banho devíamos secar todo o banheiro e abrir a janela que ficava fechada durante o banho. No início sempre esquecíamos de fazer alguma coisa. Um dia esquecíamos a janela fechada depois do banho, outro dia esquecíamos de limpar o ralo, outro era de apagar a luz da cordinha e cada vez era uma bronca. Era curta e grossa. Sem meias palavras. Até aí tudo bem. Eu levava numa boa no início porque era uma questão de adaptação. Até que percebemos que ela vistoriava o banheiro toda vez que saíamos de lá...que droga!! Eu ficava mega chateada com aquilo. Vistoriava a cozinha quando usávamos o micro-ondas, a assadeira e tudo mais. Tínhamos todo cuidado pra que nada de errado acontecesse, mas volta e meia um deslize ou outro ocorria e era aí que nos sentíamos criminosos porque a bronca era daquelas que parecia mais um sermão. Ela ficava nervosa e falava durante meia hora. Poderia durar 30 segundos, mas ela falava até cansar. A maior parte por conta de pequenas coisas. Um dia chegamos mais de meia noite em casa e não tomamos banho porque não podia ligar luz nenhuma depois da meia noite. O Wagner inventou de tomar banho pela manhã depois que acordou e assim que saiu do banho ela já estava na porta do banheiro esperando. Disse que não era pra tomar banho durante o dia....que os banhos eram somente no período da noite. Ele tentou se explicar dizendo que é porque não havíamos tomado banho no dia anterior porque havíamos chegado tarde . Ela foi enfática: Problema seu se chegou tarde. Isso aqui não é hotel. Nesse dia eu decidí que não ficaria mais lá. Chegou um ponto que a gente ficava triste na hora de voltar pra casa porque tínhamos que tomar banho e ficávamos paranoicos com medo de não cumprir com script completo e levar mais uma bronca. Até de andar na casa a gente tinha medo porque não poderia fazer barulho algum porque a maluca dava um xilique. No mesmo dia procurei um hotel que ficava pertinho da escola e fiz uma reserva pro dia seguinte. O Wagner não acreditou quando falei pra ele que havia feito a reserva. Paguei a diária de dois dias, que seria domingo e segunda. Ficou resolvido que na segunda eu procuraria o setor de acomodação da escola pra tratar de me mudar pra HABILIT, que é a residência estudantil que eu não quis no início por ser bem mais cara. E assim eu fiz. No sábado arrumei minhas malas e no domingo, assim que Marguerita saiu pra ir à igreja, fiz um bilhete educado e me mandei de lá. Não queria dar satisfações à ela porque eu correria o risco de ser chamada de ingrata, mas eu não queria saber de nada, só queria me livrar daquilo. Pedí pro Wagner me ajudar com as malas. Olhamos de um lado pra outro pra ver se não corríamos o risco de ser pegos no meio da rua carregando a bagagem e fomos embora. Foi muito engraçado nesse dia, apesar da situação em si não ser nada engraçado. Pareciam dois fugitivos rsrrs. Deu tudo certo. Paguei o hotel feliz da vida . fiquei lá domingo e segunda e me mudei pra Habilit na terça-feira, 22 . A Habilit é um prédio com 30 apartamentos de 2 quartos, sala, cozinha e dois banheiros para 5 meninas cada um. Eu fiquei num ap com uma brasileira, uma venezuelana, uma espanhola e outra moça do Taiwan. O Wagner teve que voltar pra casa da Marguerita, pois ele não podia pagar a Habilit. Chegando lá, ela perguntou por mim e ele inventou que eu era independente e gostava de liberdade, o que não deixa de ser verdade. Depois disso, a maluca nunca mais deu bronca no Wagner e eu desconfio que ficou com medo de perder mais um aluno, pois cada um que sai, ela perde o dinheiro da hospedagem que a escola repassa . Ao menos a fuga serviu pra aliviar a barra do Wagner por lá neh. Ela deve ter refletido nos exageros que cometeu durante a minha estadia por lá.
CAPITULO 15 – MUDANÇA DE ROTINA
Na semana que me mudei da casa da Marguerita, resolví pedir ao diretor acadêmico da escola pra me mudar de nível , pois eles me colocaram numa turma com um nível de inglês mais avançado e eu sempre boiava nas aulas e não entendia patavinas. Logo ví que precisava sair daquela turma pra uma outra em que pudesse acompanhar o conteúdo. Consegui a transferência fui pra uma turma em que eu era a única Brasileira, diferentemente da outra que haviam 4 brasileiros. Nessa outra tinham 4 árabes, 4 chineses, 2 do Taiwan, 2 da França, 1 mexicano, 1 Holandês e eu .Agora sim. Eu estava feliz da vida. O engraçado é que nos últimos dias em que fiquei na casa da Marguerita, eu não via a hora de voltar pro Brasil. Agora que tô tranquila em relação a isso, me estabilizei emocionalmente e se eu tivesse condições, ficaria ao menos mais uns seis meses aqui em Londres pra sair com inglês fluente. Em apenas duas semanas, já deu pra sentir diferença na linguagem tanto pra ouvir quanto pra falar. É um aprendizado e tanto. Lá na Habilit, todo mundo se comunica em inglês e está sendo muito bom pra mim. Não tem como não aprender. No início eu ficava tensa, mas acabei descobrindo que todo mundo alí ta pra aprender e a comunicação é meio que como índio. Ninguém consegue formular uma frase ou texto inteiro. Tem hora que a gente começa falando em inglês, passa pelo espanhol e termina no português hhahhhha. E assim a gente desenvolve um diálogo. No final, todo mundo se entende. Se não der muito certo a gente imita até macaco, mas o importante é transmitir a mensagem hehehe.
CAPÍTULO 15 – QUEBRANDO A MONOTONIA – PARIS AÍ VOU EU
Na terceira semana em Londres, as coisas já começaram a cair na rotina. A gente já tinha aprendido a andar de ônibus e já havíamos visitado os principais postos turísticos ao menos 3 vezes. Nem máquina pra tirar foto a gente levava mais. Como Paris fica a 2 horas de trem-bala, resolví comprar minha passagem pra lá. É caro, mas compensou. Comprei pro domingo, 27 pela manha e a volta pra segunda, 28, no período da noite. Acordei muito cedo no domingo morrendo de sono e um tanto estressada por não ter dormido durante a noite por conta de uma galerinha do mal que ficou na sala do apartamento bebendo, rindo e falando alto até 4 da manhã. Levantei da minha cama e antes de ir lá, ensaiei o texto em inglês pra ninguém rir da minha cara: Galera, eu preciso dormir. Já são 4 horas da manha e eu ainda não conseguí por conta do barulho que vocês fizeram durante toda a noite. Por favor, acho que já passou da hora, vocês não acham... Elas pediram desculpas e caíram fora. Levantei às 6 horas e 7 da manha eu já estava na estação do trem-bala da Eurostar.
Demorei uns 40 minutos procurando o Wagner porque eu me perdí tentando achar o ponto que havia combinado com ele e não achava de jeito nenhum. Eu quero é novidade, porque me perder não é nenhuma. Eu o encontrei na entrada do embarque: Ufa!! Entramos, passamos pela imigração e embarcamos. O trem-bala da Eurostar é confortável, espaçoso e silencioso. Durante e ida, olhávamos a paisagem e ficamos maravilhados com tudo o que víamos. Tudo era novidade e lindo. Logo na saída da estação, nos maravilhamos com a cidade. Eu e o Wagner pensamos juntos e falamos na mesma hora: Nossa!! Que cidade linda!! Realmente é muito diferente de Londres. Um mendigo veio pedir esmola pra gente e de cara viu que nao falávamos francês e comecou a falar em inglês. Vê se pode ? Eu pensei : Caracas !! Até o mendigos falam inglês nesse lugar.
No começo ficamos meio apreensivos por não saber falar o idioma, mas assim que saímos da estação, falei pro Wagner que devíamos procurar um hotel , pois com certeza teriam atendentes que falam o inglês. Na frente do Gare du nord havia um hotel e entramos. Eu ja fui chegando e falando: Nao sei falar Francês . Você fala inglês ? O atendente não falava inglês pra nossa surpresa, mas arranhava um espanhol e gentilmente nos entregou um mapa da cidade e nos indicou um ônibus de turismo que nos levaria pra conhecer Paris. Procuramos ali pertinho um outro hotel mais barato porque o primeiro que entramos era coisa pra gente admirar e cair fora porque dinheiro pra pagar aquela fortuna , definitivamente não tínhamos. Era algo em torno de R$550,00 a diária. Encontramos um hotel meia boca e pagamos o equivalente a R$ 180,00 a diária. Era bem feinho, mas limpinho e os atendentes falavam inglês. Pensei : Vai ser só por essa noite mesmo, ta bom, vai. Deixamos nossas coisas lá, comemos algo no Mc donalds ao lado ( de novo) e fomos pro ponto de ônibus esperar o tal ônibus de turismo que passava de 30 em 30 minutos. Pagamos o equivalente a R$100,00 pra andar durante os dois dias que ficaríamos e o bom e que você poderia descer do ônibus em qualquer lugar e pegar o próximo. Pra gente que não conhecia absolutamente nada na cidade, saímos no lucro. O ônibus chegou e era parecido com um que eu ja havia visto em Londres. Era de dois andares e o piso superior era aberto pra ficar mais fácil na hora de tirar fotos. A arquitetura da cidade e coisa de ficar olhando abextalhado durante muito tempo. Não tem como descrever, mesmo porque não entendo muito de arquitetura, mas qualquer pessoa que chega pela primeira vez, fica meio abobalhado de tão lindo que é o lugar. Tudo chiquerésimo e de muito bom gosto. Os táxis eram em sua maioria aquelas mercedes pretas lindas. Fiz questão de tirar fotos de um monte. Pedimos uma informação pra um taxista que estava vestido de terno e gravata e falava inglês fluentemente….caracas…que luxo !! Hihihi..As motos dos policiais nas ruas eram BMW…foi mal ae. Porche ? ah….esses a gente via aos kilos. Cada carro mais lindo que o outro que pra mim, que tem paixão por carro e motos pirava. Quanto ao trânsito, eu achei meio bagunçado. O sentido das vias são iguais as do Brasil e os carros não tem a direção do lado direito igual Londres . As vias são muito parecidas com as de Londres que são estreitas, mas passou anos luz de serem tão bem sinalizadas quanto. No centro então a coisa era meio caótica. Os principais pontos turísticos era coisa de outro mundo. Descemos em um ponto onde haviam vários monumentos que a gente pirou quando avistamos. Nem sabíamos que lugar era aquele, mas a ideia foi conjunta : Noooooossa !! Bora descer ? Bora.
Futuramente , ficamos sabendo que la era o ponto do Museu do Louvre, tão conhecido por suas obras de arte, mas que infelizmente não tivemos tempo pra entrar. Do lado de fora a arquitetura do negócio é de tirar o fôlego. E uma pirâmide toda de vidro que fica no centro da praça. Tiramos um tantão de fotos e pegamos o próximo ônibus. Depois de trocentas fotos, percebemos que o ônibus que pegamos voltou pro mesmo lugar que subimos e ele não passou na tão esperada Torre Eiffel. Caímos na risada e mais uma vez nos sentimos dois trouxas. Fomos olhar direito o mapa e pudemos observar que haviam 4 linhas daquele ônibus pra 4 destinos diferentes. Poxa vida !! Pensando pelo lado prático da coisa, duas pessoas inteligentes haveriam de saber que um único onibus não poderia fazer o trajeto inteiro de Paris numa unica tarde. Nossa !! Que burrinhos !! Pegamos o próximo de novo e perguntamos ao motorista que falava em inglês( gracas a Deus) onde devíamos pegar o outro pra tal Torre. Depois de rodar pelo mesmo percurso durante um bom tempo, pegamos o outro ônibus e o motorista nos informou que não iríamos até a torre porque não daria mais tempo por conta do horário de funcionamento que era até 18 :30. Resolvemos descer num ponto em que avistávamos a torre, mas era impossível ir a pé porque era longe pra caramba, mas resolvemos subir naquela rua e pedir informações mais a frente. Onde descemos, havia uma feira de artesanatos, suvenires e comidas típicas do lugar. Eu sempre achei que não ia encontrar lugar mais caro que Londres, mas o que era aquilo ? Uma lata de refrigerante pra vender em qualquer barraca era R$ 15,00. Eu falei : Bora cascar fora daqui e procurar informação de como chegar à Torre. Aqui definitivamente não e o lugar pra deixar dinheiro. Totalmente sem noção. Enquanto subíamos, pedimos informação pra algumas pessoas até que encontramos um casal de gays brasileiros . Eles passaram pela gente conversando um com o outro e eles nos levaram ate o metrô,pra onde estavam indo também. Em um dado momento, um virou pro outro e falou : Mulher, esse metrô não chega mais não? Eu e o Wagner segurou a risadinha, afinal eles estavam ajudando a gente, neh. Mas que deu vontade de rachar o bico de rir, deu. Muito engraçado um barbado chamado outro barbado de mulher rsrrsrs. Enquanto eles caminhavam conosco, observamos aquela muvuca de gente. Acho que todo mundo ali era gringo...uma ou outra pessoa eu escutava falar em francês. Finalmente chegamos ao metrô de Paris e achei muito parecido com o de Londres, inclusive o mapa que é monstruoso, não fosse a sujeirada e um bando de gente mal educada que vi por lá. Britânico e bicho ranzinza, mas muito educado. Talvez o Francês não seja tanto…..bom, ao menos foi a impressão que ficou e ouvi outras pessoas falarem a mesma coisa. Conseguimos pegar o metrô e quarto estações depois descemos .
A torre Eiffel e uma coisa absurda de tão linda. As fotos não ficaram tão boas, o que me deixou chateada por conta da iluminação no local pois já era noite e eu não soube configurar minha máquina, mas mesmo assim tirei muitas fotos do lugar. No dia seguinte, fizemos o mesmo trajeto do dia anterior com a diferença de que chegamos à torre ainda de dia e dessa vez deu pra tirar inúmeras fotos do lugar. Subimos de escada na danada e quase colocamos um palmo de língua do lado de fora de tão alta que e. Aproveitamos pra fazer algumas panorâmicas. Na volta, passamos por outros pontos que ainda não havíamos visto e voltamos pro hotel com a sensação de que deveríamos ter ficado ao menos dois dias, mas valeu a pena vai. Eu matei quem estava me matando. Conheci Paris. Se você me pergunta qual dos dois países eu escolheria pra morar, com certeza eu responderia Londres. Apesar da cara de poucos amigos que os britânicos tem, vamos admitir que eles são organizados, educados e disciplinados. O conjunto disso com outras infinitas qualidades da cultura inglesa, faz de Londres uma cidade perfeita para os assumidamente cosmopolitas morarem. Paris ficou na minha lembrança como a cidade mais linda que já passei. Londres aprendi a gostar e Brasil, aprendi a amar. Na minha quarta e ultima semana de estadia aqui em Londres, não vejo a hora de voltar pra minha terra e comigo eu levo a certeza de que ainda voltarei ao exterior, mas definitivamente lugar de Brasileiro morar é no Brasil. Aqui em Londres tive momentos de alegria, tristeza, euforia, desânimo e principalmente, de aprendizado. A quem vai fazer intercâmbio, eu aconselho a irem preparados pra passar por inúmeras situações inusitadas, mas vá com um inglês ao menos em nível intermediário…sofre-se menos. A todos que acompanharam meu blog fica meu abraço. Vou assumir que dá trabalho pra caramba mantê-lo atualizado, mas me diverti à beça com tudo que me aconteceu. A experiência vai fazer parte da minha vida e história. Muito obrigado ao meu bom Deus pela oportunidade e pelo apoio de toda minha família e amigos. Sábado, dia 3, estarei de volta pra abraçar a todos. Beijos pra quem fica.
Na terceira semana em Londres, as coisas já começaram a cair na rotina. A gente já tinha aprendido a andar de ônibus e já havíamos visitado os principais postos turísticos ao menos 3 vezes. Nem máquina pra tirar foto a gente levava mais. Como Paris fica a 2 horas de trem-bala, resolví comprar minha passagem pra lá. É caro, mas compensou. Comprei pro domingo, 27 pela manha e a volta pra segunda, 28, no período da noite. Acordei muito cedo no domingo morrendo de sono e um tanto estressada por não ter dormido durante a noite por conta de uma galerinha do mal que ficou na sala do apartamento bebendo, rindo e falando alto até 4 da manhã. Levantei da minha cama e antes de ir lá, ensaiei o texto em inglês pra ninguém rir da minha cara: Galera, eu preciso dormir. Já são 4 horas da manha e eu ainda não conseguí por conta do barulho que vocês fizeram durante toda a noite. Por favor, acho que já passou da hora, vocês não acham... Elas pediram desculpas e caíram fora. Levantei às 6 horas e 7 da manha eu já estava na estação do trem-bala da Eurostar.
| Trem-bala |
| Modelito de táxis na área |
Futuramente , ficamos sabendo que la era o ponto do Museu do Louvre, tão conhecido por suas obras de arte, mas que infelizmente não tivemos tempo pra entrar. Do lado de fora a arquitetura do negócio é de tirar o fôlego. E uma pirâmide toda de vidro que fica no centro da praça. Tiramos um tantão de fotos e pegamos o próximo ônibus. Depois de trocentas fotos, percebemos que o ônibus que pegamos voltou pro mesmo lugar que subimos e ele não passou na tão esperada Torre Eiffel. Caímos na risada e mais uma vez nos sentimos dois trouxas. Fomos olhar direito o mapa e pudemos observar que haviam 4 linhas daquele ônibus pra 4 destinos diferentes. Poxa vida !! Pensando pelo lado prático da coisa, duas pessoas inteligentes haveriam de saber que um único onibus não poderia fazer o trajeto inteiro de Paris numa unica tarde. Nossa !! Que burrinhos !! Pegamos o próximo de novo e perguntamos ao motorista que falava em inglês( gracas a Deus) onde devíamos pegar o outro pra tal Torre. Depois de rodar pelo mesmo percurso durante um bom tempo, pegamos o outro ônibus e o motorista nos informou que não iríamos até a torre porque não daria mais tempo por conta do horário de funcionamento que era até 18 :30. Resolvemos descer num ponto em que avistávamos a torre, mas era impossível ir a pé porque era longe pra caramba, mas resolvemos subir naquela rua e pedir informações mais a frente. Onde descemos, havia uma feira de artesanatos, suvenires e comidas típicas do lugar. Eu sempre achei que não ia encontrar lugar mais caro que Londres, mas o que era aquilo ? Uma lata de refrigerante pra vender em qualquer barraca era R$ 15,00. Eu falei : Bora cascar fora daqui e procurar informação de como chegar à Torre. Aqui definitivamente não e o lugar pra deixar dinheiro. Totalmente sem noção. Enquanto subíamos, pedimos informação pra algumas pessoas até que encontramos um casal de gays brasileiros . Eles passaram pela gente conversando um com o outro e eles nos levaram ate o metrô,pra onde estavam indo também. Em um dado momento, um virou pro outro e falou : Mulher, esse metrô não chega mais não? Eu e o Wagner segurou a risadinha, afinal eles estavam ajudando a gente, neh. Mas que deu vontade de rachar o bico de rir, deu. Muito engraçado um barbado chamado outro barbado de mulher rsrrsrs. Enquanto eles caminhavam conosco, observamos aquela muvuca de gente. Acho que todo mundo ali era gringo...uma ou outra pessoa eu escutava falar em francês. Finalmente chegamos ao metrô de Paris e achei muito parecido com o de Londres, inclusive o mapa que é monstruoso, não fosse a sujeirada e um bando de gente mal educada que vi por lá. Britânico e bicho ranzinza, mas muito educado. Talvez o Francês não seja tanto…..bom, ao menos foi a impressão que ficou e ouvi outras pessoas falarem a mesma coisa. Conseguimos pegar o metrô e quarto estações depois descemos .
A torre Eiffel e uma coisa absurda de tão linda. As fotos não ficaram tão boas, o que me deixou chateada por conta da iluminação no local pois já era noite e eu não soube configurar minha máquina, mas mesmo assim tirei muitas fotos do lugar. No dia seguinte, fizemos o mesmo trajeto do dia anterior com a diferença de que chegamos à torre ainda de dia e dessa vez deu pra tirar inúmeras fotos do lugar. Subimos de escada na danada e quase colocamos um palmo de língua do lado de fora de tão alta que e. Aproveitamos pra fazer algumas panorâmicas. Na volta, passamos por outros pontos que ainda não havíamos visto e voltamos pro hotel com a sensação de que deveríamos ter ficado ao menos dois dias, mas valeu a pena vai. Eu matei quem estava me matando. Conheci Paris. Se você me pergunta qual dos dois países eu escolheria pra morar, com certeza eu responderia Londres. Apesar da cara de poucos amigos que os britânicos tem, vamos admitir que eles são organizados, educados e disciplinados. O conjunto disso com outras infinitas qualidades da cultura inglesa, faz de Londres uma cidade perfeita para os assumidamente cosmopolitas morarem. Paris ficou na minha lembrança como a cidade mais linda que já passei. Londres aprendi a gostar e Brasil, aprendi a amar. Na minha quarta e ultima semana de estadia aqui em Londres, não vejo a hora de voltar pra minha terra e comigo eu levo a certeza de que ainda voltarei ao exterior, mas definitivamente lugar de Brasileiro morar é no Brasil. Aqui em Londres tive momentos de alegria, tristeza, euforia, desânimo e principalmente, de aprendizado. A quem vai fazer intercâmbio, eu aconselho a irem preparados pra passar por inúmeras situações inusitadas, mas vá com um inglês ao menos em nível intermediário…sofre-se menos. A todos que acompanharam meu blog fica meu abraço. Vou assumir que dá trabalho pra caramba mantê-lo atualizado, mas me diverti à beça com tudo que me aconteceu. A experiência vai fazer parte da minha vida e história. Muito obrigado ao meu bom Deus pela oportunidade e pelo apoio de toda minha família e amigos. Sábado, dia 3, estarei de volta pra abraçar a todos. Beijos pra quem fica.
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