CAPITULO 09 – TESTE DE GPS
Na sexta-feira, dia 11-11, o Wagner tinha aula pela manhã e eu no período da tarde.Pensei: Eu tenho que aprender a me virar sozinha. Vou fazer isso hoje. Estava louca pra
voltar la na Primark e aproveitei pra fazer outras observacoes da cidade e tirar mais fotos.
Fui novamente pro mesmo lugar onde fica a London Eye. Ao menos pegar onibus pra lá eu já sabia. Mas pra fazer as curvinhas até chegar , eu precisei da ajuda de uns três informantes, mas foi tranquilo. O desespero de sair à rua sem conhecer muito bem o idioma já tinha ido embora e eu percebi que estava mais calma em relacão a isso . O Medo de me perder ainda existia, mas não me causava desconforto. Quando cheguei,observei um espaço razoavelmente grande reservado a comidas tipicas com várias barracas. Eu não havia percebido isso da outra vez. Aproveitei pra dar uma olhada, mas não me deu vontade de comer nada...talvez era falta de fome. O lugar estava movimentadíssimo como sempre e ví que muita gente ganha a vida com trabalhos artísticos de rua, assim como acontece no Brasil.
Eu passei ao lado do que parecia uma casinha de cachorro e levei um susto: Ouví um latido alto e quando olhei era um cara la dentro vestido de poodle. Pintou a cara de preto e se arrumou la na casinha de forma que as crianças achavam que era um cachorrinho mesmo. Um pouco mais a frente pude ver várias pessoas como um grupo de contorcionistas fazendo uma apresentação e me deu uma aflição olhar aquilo: Um deles deslocava o braço, ombro, perna, tudo...parecia que ia se quebrar todinho.
| Contorcionistas brincando com quem passava |
No final, os outros membros do grupo pegaram esse último e o colocaram dentro de uma bacia todo embolado, levantaram e sairam com a bacia na cabeça e o cara todo embolado acenando e rindo pras pessoas. Credo!! Resolvi voltar pra ir a Primark...hehhehe.....fui até a estacão de metro e é lógico, não sabia pra que direção seguir. Perguntei ao guardinha e ele me deu as coordenadas. Por incrível que pareça que nao errei o caminho. Entrei no labirinto direitinho e tambem saí. Na Oxford Street, fui direto pra Primark. Lá e o paraíso. Pra mim que sou pobre lascada, deu pra fazer a festa. Comprei calcas Jeans lindas por 10 Libras ( R$30 reais), Jaquetas por 20 Libras ( R$ 60,00 ) e outras coisitas mais. Tinha muita coisa vagabunda lá, mas muita coisa de boa qualidade também. Deu pra fazer minha alegria . Eu parecia porco na lama de tão feliz. Nao à toa a loja e entupida de gente que você mal consegue andar direito. Convenhamos que não tem muita roupa bonita e variedade porque ôôô povinho quese veste mal é o tal inglês. Não fosse as calças jeans , as jaquetas e sobretudo que eles vendem, não sei o que eu compraria numa loja daquele tamanho. Era pra ser o contrário neh.Os sapatos e bolsas horrorosos. Um ou outro salvava a patria. Só tinha roupa de velho. Hora de voltar. Voltar pra onde? Rsrsrrs...eu não observei o horario ou não me importei e fiquei sem almoçar. Pior de tudo, havia perdido o horario de irà escola. Eu estava com duas sacolas pesadíssimas e exausta, afinal tava batendo perna há muito tempo. Parei pra comer de novo no restaurante ao lado da Primark que tem aquele spaghett gostoso que havia comentado com vocês anteriormente. Tava mais gostoso ainda que no outro dia......rsrrs...acho mesmo que era a fome. Já passava de 16 horas.Voltando pra estacão do metro, errei só umas duas ruazinhas e chegando lá , vi que estava fechada. Aconteceu algo que ninguém entrava ou saia. Pensei: Não, hoje não. Não vou conseguir voltar de ônibus. Percebi que algumas pessoas esperavam na porta. Logo imaginei que ela estava prestes a abrir. Resolvi esperar também e uns 20 minutos depois abriram a estacão e quase fui derrubada por um turbilhão de pessoas que entravam na mesma hora. Pensei: Menos mal. Se tivesse que voltar pra casa de ônibus, tava lascada. Pra piorar minha situação, o Wagner não comprou um chip de celular daqui e ele fica simplesmente incomunicável. Se eu precisasse da ajuda dele danava tudo. Graças a Deus cheguei em paz em casa, tomei um banho pelando as coxtelas e fui experimentar roupa-por-roupa hehhhe.
CAPITULO 10 – MATANDO SAUDADES DO MEU BRASIL
Comer aqui em Londres é uma prova de fogo. A comida é muito ruim e cara. Não vejo nada perto que venda arroz, feijão, bife e farofa …..ao menos não fácil neh. No sábado fomos à aula e combinamos que iriamos jantar num restaurante brasileiro que a Mariane nos indicou. Já não aguentávamos mais jantar na casa da Marguerita. Ela nos servia macarrão com cenoura nos 3 últimos dias. Apesar de que o café da manhã e o jantar estava no pacote que pagamos, mas parece que ela estava fazendo um favor pra gente. Sem falar que a “ comida era requentada”...horrivel. A gente ta tentando economizar, mas ta difícil. Eu tive que comprar café porque ela só faz chá ou leite. Aliás, depois eu conto pra vocês a experiência de ter escolhido casa de família pra ficar aqui em Londres. Quem estiver planejando fazer intercâmbio , escolham residencia estudantil ou aluguem um flat ou um quartinho que seja, mas não escolham casa de familia......é uma %$*&%$3@£*&^....conviver com alguém de cultura tão diferente e o Óh do borogodó....não dá certo...é isso ai...desabafei. To mudando de assunto, mas tudo bem. Nos perdemos procurando o tal restaurante brasileiro. Andamos igual notícia ruim. Entramos em cada buraco que nem imaginávamos como iamos voltar. Mas eu estava com o super Wagner GPS neh...eu confio nele e pronto. GPS também erra, mas recaucula tudo e acerta depois. E assim foi. Já perto do restaurante, na dúvida se estávamos no ponto correto, um casal de brasileiros dentro do ônibus percebeu eu e Wagner conversando e nos ajudou indicando onde ficava o restaurante. Descemos e umas três ruas acima, encontramos o tal restaurante chamado Tia Maria. Musica brasileira, atendentes brasileiros, frequentadores brasileiros. Eu e Wagner parecia pinto no lixo de tão felizes. Nos sentimos no Brasil. Pedí um prato la que tinha arroz, feijão, ovos fritos, carne de sol, batatas fritas, muuuuuuito bom.....e do nada bateu a saudade do meu País.....o ambiente nos deixou sensível. Bateu a saudade da comidinha da minha mãe, do meu paizinho com a sanfona dele, saudade dos meus irmãos, sobrinhos , primos e todas pessoas que amo. Comecei a falar de minha família pro Wagner e ele da dele pra mim. Eu comecei a querer chorar e ele também... resolvemos mudar de assunto pra ninguém pagar mico. Conversamos horas a fio porque a gente nem tava muito interessado em voltar praquela casa tao cedo...se fosse possível, nem voltaríamos, mas tínhamos que ir. Agora nos temos lugar certo para comer aos fins de semana, ao menos isso neh. Essa experiência está me ensinando a dar valor no meu Brasil e na minha familia. Aqui tudo é lindo. Nao tem gente feia, lugar feio, cidade feia.....aparentemente tudo perfeito, mas se muita gente chama o Brasil de pais subdesenvolvido, chinfrinho e bagaceira, eu gosto é da bagaceira. Desculpem por levantar polêmica, mas que “povinho esquisito” é o tal ingles. Em um outro momento vou falar dos costumes dessa gente aqui. (continuem acompanhando – proximo blog – passeio a london eye- subimos na roda gigante - e cinema 4D – Picadilly circus - show de bola)
kkkk.. ai ai Su, vc é uma comédia mesmo, e depois fala que sou eu. Esse papo de povo esquisito foi de lascar.. rsrs
ResponderExcluirbjão minha linda.. saudades
te amo
Ué..mas são tudo esquisito mesmo rsrs...bjs
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